As duas últimas turmas da capacitação online sobre Suspeição, Diagnóstico e Tratamento da Hanseníase capacitaram 1.030 profissionais que atuam na Atenção Básica dos municípios, dos quais 924 eram agentes comunitários de saúde, representando 90% dos participantes. Essas duas aulas ocorreram, respectivamente, nos dias 10 e 15 de dezembro e representaram a primeira oportunidade voltada especificamente para os agentes comunitários de saúde.
As capacitações já vêm sendo oferecidas desde maio de 2021 e já foram capacitadas 2.125 pessoas, incluindo médicos, enfermeiros, odontólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e agentes comunitários de saúde de Alagoas. O curso, que ocorre por meio da Plataforma Zoom e conta com certificado de aula teórica, tem como facilitador o médico Apolônio Carvalho, hansenólogo pela Sociedade Brasileira de Hanseníase (SBH) e dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Sobre agentes comunitários de Saúde – A Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) do Ministério da Saúde (MS) define agente comunitário de saúde como um dos profissionais que compõem a equipe multiprofissional nos serviços de Atenção Básica à Saúde e desenvolve ações de promoção da saúde e prevenção de doenças, tendo como foco as atividades educativas em saúde, em domicílios e coletividades. O agente comunitário de saúde é o profissional que realiza a integração dos serviços de saúde da Atenção Básica com a comunidade.
Sobre a Hanseníase – A hanseníase foi a primeira doença infectocontagiosa que teve seu agente etiológico descoberto. Isso aconteceu em 1873, tornando a hanseníase uma doença milenar, mas, que ainda existe em situação endêmica em muitos países.
Foram reportados, em 2019, à Organização Mundial de Saúde (OMS), 27.864 novos casos de hanseníase no Brasil. Isso coloca o país em segundo lugar no ranking de países com maior número de casos no mundo, ficando atrás apenas da Índia.
A hanseníase é causada pelo bacilo de Hansen, que acomete a pele e os nervos, causando manchas indolores, sensação de formigamento, perda de pelos, caroços pelo corpo, inchaço na face, nas orelhas e dormência nas extremidades, além de incapacidades físicas.
O tratamento de hanseníase é disponibilizado pelo SUS e, nos casos mais graves, o tratamento pode ser feito no Hospital Universitário (HU), no Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA) e no Centro Especializado de Reabilitação (CER) da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).
Vale ressaltar que a hanseníase faz parte da Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública. Logo, é obrigatório que os profissionais de saúde reportem os casos diagnosticados no sistema.





