O advogado Eugenio Malavasi, defensor do sérvio, afirmou que Pilipovic deixou a prisão “pela porta da frente”. O Ministério Público Federal (MPF) informou que aguardará a publicação da sentença, que ocorreu na última sexta-feira, 18, para entrar com um recurso. O processo tramita em segredo de justiça decretado pela Justiça Federal.
A prisão de Pilipovic ocorreu em 2015, durante uma operação da Polícia Federal, que o acusou de transportar 172 quilos de cocaína em um navio cargueiro. A Polícia afirmou que ele teria levado a droga até o navio em um barco inflável e que a carga seria destinada à Espanha, na Europa. A investigação apontou a conexão de Pilipovic com o ‘Clã dos Balcãs’, organização criminosa sérvia ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em março de 2020, o Tribunal Regional Federal da 3.ª Região havia negado um pedido de habeas corpus para soltar Pilipovic, alegando sua alta periculosidade devido à quantidade de drogas apreendida. No entanto, durante as investigações, o sérvio foi beneficiado com um habeas corpus e fugiu para a Bolívia. Ele foi posteriormente capturado em abril deste ano e entregue às autoridades brasileiras na fronteira com Corumbá, no Mato Grosso do Sul.
Segundo Malavasi, a sentença que concedeu a liberdade de Pilipovic considerou que não havia provas de sua ligação com a cocaína apreendida no navio. O advogado negou qualquer envolvimento de seu cliente com o PCC e a máfia sérvia, ressaltando que Pilipovic é casado com uma brasileira e pai de três filhos.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Federal para obter mais informações sobre o caso, porém, até o momento da publicação deste texto, não houve resposta.







