Servidores Públicos de São Paulo Protestam por Pagamento de Benefícios Retroativos e Exigem Reajustes em Ato na Prefeitura nesta Quarta-feira.

Servidores Públicos de São Paulo Realizam Ato em Busca de Benefícios Congelados

Na tarde desta quarta-feira, 8 de abril, servidores públicos municipais de São Paulo se mobilizam em frente à Prefeitura da cidade a partir das 13h. O ato tem como objetivo principal pressionar o governo municipal a cumprir sua promessa de pagamento retroativo de benefícios que foram congelados durante a pandemia de COVID-19. De acordo com os organizadores, a administração havia garantido que os valores suspensos seriam regularizados na folha de pagamento de março deste ano, porém esse prazo se esgotou sem que houvesse qualquer retorno financeiro para os servidores.

O evento é liderado pelo Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo, conhecido como Sindsep, que também convocou a categoria para uma paralisação nas atividades. Um dos pontos centrais da reivindicação é a aplicação da Lei Complementar 226/2026, que visa a recontagem do tempo de serviço que esteve suspenso e a regularização do retroativo relacionado a quinquênios, sexta-parte e anuênios.

Em uma reunião realizada em fevereiro deste ano entre a Secretaria Municipal de Gestão e representantes do Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo, foi divulgado que cerca de 111 mil servidores ativos poderiam ser beneficiados pelas medidas do “Descongela Já”. Vale ressaltar que esses trabalhadores mantiveram a operação da rede pública durante os longos 583 dias em que seus direitos foram suspensos, demonstrando sua resiliência e compromisso com a sociedade em plena crise de saúde pública.

Além da regularização dos benefícios, o sindicato também reivindica outras melhorias, como a negociação de um reajuste salarial de 9,3%, que abarcaria tanto a reposição da inflação quanto uma valorização real dos vencimentos. Outros pontos de destaque incluem a inclusão de concursos públicos para a nomeação de todos os aprovados, a incorporação de abonos a partir de maio de 2026, a suspensão do confisco de 14% dos salários de aposentados, e melhorias nas condições de trabalho, incluindo acesso pleno a férias e a equiparação dos valores de Vale-Alimentação e Auxílio-Refeição aos praticados pela Câmara Municipal e Tribunal de Contas do Município.

O Sindsep enfatizou, em nota em seu site oficial, a urgência das negociações. “Se não houver diálogo, o funcionalismo vai parar”, alertou a entidade, sinalizando que a insatisfação é crescente entre os servidores. A Prefeitura de São Paulo foi contatada para se pronunciar sobre as reivindicações, mas até o momento não emitiu qualquer comentário público sobre a situação. O espaço permanece aberto para uma resposta oficial.

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