Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), tem sido uma voz proeminente neste clamor. Em diálogos com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), ele solicitou que a reavaliação do adicional por tempo de serviço seja um dos tópicos principais na próxima reunião. A reintegração do quinquênio, segundo os sindicalistas, ajudaria a corrigir um tratamento desigual que atualmente persiste entre as diversas carreiras do funcionalismo público, especialmente em um momento em que a STF abriu espaço para revisitar a questão.
O quinquênio, que garante um acréscimo salarial a cada cinco anos de efetivo serviço, foi uma das muitas modificações introduzidas durante a reforma administrativa dos anos 1990. Sua exclusão continua a ser um ponto sensível para os servidores, que argumentam que essas mudanças contribuíram para a desvalorização do trabalho no setor público. Em suas declarações, Rudinei Marques ressaltou a importância da equidade no tratamento de todos os servidores, reafirmando que, independentemente da função, todos desempenham um papel vital no funcionamento do Estado.
Apesar da pressão das entidades e da possibilidade jurídica para retomar o adicional, a equipe econômica do governo permanece reticente. A preocupação gira em torno do impacto fiscal que a reintrodução do quinquênio poderia causar, aumentando substancialmente a folha de pagamento da União. Contudo, à medida que as negociações salariais se intensificam, especialmente ao longo de 2026, a discussão sobre a valorização dos servidores e a possibilidade de reestabelecimento do quinquênio deve ganhar cada vez mais destaque nas pautas dos debates no setor público. Esse tema torna-se ainda mais relevante em um panorama onde as decisões do STF buscam limitar os benefícios que possam distorcer o teto salarial, mas ao mesmo tempo permitem exceções para certos adicionais.





