Cerca de dez servidores estão sob investigação, entre eles figuras influentes como Luiz Dantas, que ocupa um cargo no gabinete da Saúde, e Lucas Mateus Barros Monteiro, assessor técnico de Serviços de Engenharia e Arquitetura. Também estão na lista Luciano André Costa de Almeida, assessor especial, e Yuri Amaral Almeida, gerente de suprimento. Outros nomes incluem Reinaldo Fernandes Júnior, Henrique Pereira de Lima, Aline Félix Santiago Pereira, Neurivan Calado Barbosa, Franklin Pedrosa de Carvalho e Raul Pereira de Lima, com informações ainda incompletas sobre suas respectivas funções.
O cerne da questão envolve Gustavo Pontes, ex-secretário da saúde, que foi o primeiro a ser afastado, conforme uma medida cautelar do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que suspendeu seu exercício de função pública por 180 dias. Não obstante a recomendação judicial, muitos dos servidores citados, incluindo Pontes, continuam presentes na lista de ativos do sistema de transparência, o que levanta preocupações sobre a eficiência dos mecanismos de controle governamental.
As investigações da Polícia Federal concentram-se em possíveis desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro, particularmente em relação a contratos emergenciais celebrados pela Sesau entre 2023 e 2025. As apurações indicam que houve favorecimento a duas empresas específicas: uma dedicada ao fornecimento de materiais hospitalares e uma construtora. Depoimentos e evidências coletadas sugerem a ocorrência de pagamentos de vantagens indevidas a alguns dos investigados, além do possível desvio de recursos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Essa situação não apenas expõe fragilidades no sistema de fiscalização interno do governo alagoano, mas também levanta questionamentos sobre a responsabilidade e a integridade dos servidores públicos envolvidos em casos de corrupção, um tema que continua a ser um desafio crucial na gestão pública no Brasil.







