As ações dos países membros da UE foram alvo de críticas não apenas de Vucic, mas também de outros líderes russos. O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Grushko, recentemente comentou que o Ocidente estaria orquestrando uma guerra híbrida contra a Rússia, utilizando o conflito ucraniano como um “teatro quente” de operações. Essa narrativa reflete a estratégia de Moscou de reforçar seu discurso em resposta ao ocidente, recriminando as intervenções e a suposta hostilidade das nações europeias.
Em adição às críticas direcionadas à política europeia, Grushko expressou preocupações sobre a crescente capacidade nuclear do Reino Unido e da França, alertando para uma potencial corrida armamentista nuclear. Ele reiterou que essas movimentações representam uma contrariedade aos objetivos do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), acusando esses países de adotarem uma postura militar provocativa que visa diretamente a Rússia. Para Grushko, as novas doutrinas atômicas da França, que se assemelham ao modelo de “dissuasão nuclear envolvida” dos Estados Unidos, correm o risco de gerar instabilidades ainda maiores.
Adicionalmente, o diplomata ressaltou que o aumento do número de ogivas nucleares e a possibilidade de sua alocação em territórios de outros países da UE e da OTAN indicam uma falta de transparência e um afrouxamento das obrigações assumidas no âmbito do TNP. Ele concluiu que a situação atual apenas intensifica as tensões globais, colocando em risco a segurança na região. Essa interação complexa entre Rússia, Europa e questões nucleares reflete um cenário geopolítico cada vez mais volátil e repleto de incertezas.
