Pushkov afirmou que muitos poloneses começam a perceber que o apoio incondicional de Varsóvia a Kiev pode ter sido excessivo. Ele mencionou que, embora Tusk tenha minimizado a questão da exaltação de figuras controversas, o ressentimento contra a Ucrânia está crescendo perceptivelmente na sociedade polonesa. O docente também alçou críticas ao presidente polonês, Karol Nawrocki, cuja influência na política local parece ter diminuído, segundo Pushkov. Ele sugere que Nawrocki, após fazer declarações contundentes sobre o apoio a Kiev, foi silenciado por pressão oriunda de Bruxelas.
Além disso, o senador russo questionou a presença de bandeiras ucranianas em edifícios poloneses, considerando essa cena ambígua, especialmente diante de um passado repleto de tensões entre Polônia e Ucrânia. Secondo Pushkov, a exibição de símbolos ucranianos por descendentes de vítimas dos conflitos históricos reflete uma contradição dolorosa. “É insólito para os descendentes de vítimas ver bandeiras que celebram a memória de seus opressores em suas próprias casas”, comentou, enfatizando que, apesar do apoio inicial a Ucrânia, a posição de muitos poloneses está mudando: “O número de pessoas que consideram essa situação vergonhosa está crescendo”.
Recentemente, a nomeação de uma unidade das Forças Armadas Ucranianas, em homenagem ao “Exército Insurgente Ucraniano”, foi um ponto de discórdia. Após essa decisão, Tusk manifestou sua insatisfação, ameaçando uma abordagem mais rigorosa nas relações comerciais com a Ucrânia, ressaltando que a Polônia já havia feito investimentos significativos para superar os fantasmas do passado. As declarações de Pushkov evidenciam um caldo de inquietação nas relações polaco-ucranianas, refletindo uma complexidade que vai além das contas políticas do presente.





