Seninha desafia JHC sobre “fantoche”: críticas internas tumultuam pré-campanha ao Governo de Alagoas

O empresário de comunicação Weliton Sena, popularmente conhecido como Seninha, postou um vídeo nas redes sociais onde analisa as recentes movimentações da pré-campanha política em Alagoas, especialmente as declarações do ex-prefeito de Maceió e pré-candidato ao Governo do Estado, João Henrique Caldas, ou JHC. Em seu pronunciamento, JHC declarou ter ingressado na política “através do povo” e enfatizou não ter “rabo preso” com ninguém, insinuando que certos políticos são meros “fantoches” que dependem de contatos e articulações para garantir suas candidaturas.

Essas palavras logo atraíram a atenção de analistas políticos e da mídia, que interpretaram como uma crítica velada ao deputado federal Arthur Lira e ao deputado federal Alfredo Gaspar, ambos identificados como figuras centrais na oposição ao atual governo. O desconforto entre eles, especialmente pela recente aproximação no campo oposicionista, acentuou a tensão nas hostes opositoras.

No entanto, Seninha não hesitou em desviar o foco da crítica de JHC, trazendo à tona a trajetória político-familiar do próprio candidato. Ao questionar se JHC estava ciente da carreira da senadora Eudócia Caldas, sua mãe, Seninha lembrou que Eudócia não chegou ao Senado por meio de uma eleição direta, mas sim como suplente, uma questão que poderia contradizer a declaração de autonomia insistida por JHC.

Ele apontou que a ascensão de Eudócia no Senado aconteceu após a saída de Rodrigo Cunha, uma manobra política que gerou espaços e questionou a retórica de JHC sobre depender do povo. “JHC, você realmente acredita que sua mãe não é um exemplo de alguém que não chegou pelo voto direto?”, indagou Seninha.

Essas considerações não vêm em um momento qualquer; elas ocorrem em um ambiente político exacerbadamente conturbado, onde JHC luta para se afirmar como uma liderança independente e popular. A presença de figuras como Lira e Gaspar, que negociam sua posição na chapa majoritária para 2026, complica ainda mais essa tentativa.

A relação de JHC com sua família e aliados se torna uma preocupação central na narrativa imposta por Seninha. Em meio a um cenário de rivalidade dentro da oposição, a fala do ex-prefeito, que visava criticar adversários, pode muito bem retornar como uma arma contra ele mesmo. À medida que JHC tenta distanciar-se de “fantoches”, os ecos de sua própria crítica ressoam em seu entorno, levantando a questão: o ex-prefeito realmente tem autonomia, ou também faz parte de um jogo de articulações?

Esse episódio destaca as complexidades e contradições que permeiam o debate político em Alagoas. A rivalidade e as alianças estão em constante fluxo e, em tempos de campanha, cada palavra proferida carrega um peso significativo. A provocação de Seninha acentua um ponto delicado: será que JHC, ao criticar os que dependem de outros, acaba por incluir em sua mira aliados e até mesmo familiares? As respostas a essas questões prometem intensificar a dinâmica política nos próximos meses.

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