Van Hollen pressionou os membros do Partido Republicano a não aceitarem a justificativa apresentada por Trump, sugerindo que isso poderia comprometer a reputação deles entre os eleitores. Sua crítica reflete uma preocupação mais ampla sobre a crescente tensão no Oriente Médio e as responsabilidades do Executivo em relação ao Legislativo quando se trata de decisões de guerra.
Outro senador democrata, Chuck Schumer, líder da minoria no Senado, também se manifestou contra a carta de Trump, qualificando-a como “um completo absurdo”. Schumer alertou que a situação em que os republicanos se tornam cúmplices de uma guerra não autorizada é alarmante. “Cada dia que essa guerra ilegal continua representa mais risco para vidas humanas, instabilidade e um aumento nos preços, com os cidadãos americanos pagando o preço”, declarou ele em suas postagens na mesma rede social.
No último dia 26, Trump formalizou ao Congresso a declaração de término das hostilidades com o Irã, mesmo assegurando que a presença militar dos Estados Unidos na região se manteria para enfrentar possíveis ameaças vindas de Teerã. Essa decisão se ampara na Lei dos Poderes Militares de 1973, que permite ao presidente autorizar operações militares no exterior sem o consentimento do Congresso por um período de até 60 dias. As declarações dos senadores refletem um descontentamento crescente com a atual política externa dos EUA e ressaltam a intensa rivalidade política que continua a marcar a cena política americana.
