Senador Rodrigo Pacheco Critica Gestão de Zema e Levanta Questões sobre Obras em Hospitais de Minas Gerais em Dia Mundial da Saúde.

O clima político em Minas Gerais fica mais acirrado à medida que se aproxima o período eleitoral. O senador Rodrigo Pacheco (PSB) intensificou suas críticas à gestão do ex-governador Romeu Zema, enfatizando, especialmente, a morosidade nas obras de hospitais regionais. Em um discurso proferido no Senado durante as comemorações do Dia Mundial da Saúde, Pacheco chamou a atenção para o que considera um “desperdício de recursos públicos” e uma “paralisia crônica” que afeta essas construções essenciais.

Segundo Pacheco, essas obras eram projetadas para ser os alicerces da descentralização da saúde em Minas Gerais, mas se transformaram em símbolos de ineficiência. “Essa lacuna estrutural sobrecarrega os grandes centros e força uma dependência de consórcios intermunicipais que nem sempre garantem a continuidade do cuidado”, criticou o senador, enfatizando a urgência de um planejamento melhor estruturado para a saúde no estado.

O governador em exercício, Mateus Simões (PSD), não se calou diante das acusações e respondeu em uma coletiva de imprensa em Belo Horizonte. Ele transferiu a responsabilidade pela lentidão na conclusão das obras para a administração anterior, do ex-governador Fernando Pimentel (PT). Simões se mostrou indignado com as declarações de Pacheco, questionando sua legitimidade: “Quem falou no plenário do Senado foi o candidato do Pimentel? O que parou as obras? Rodrigo Pacheco? É muita desfaçatez”, disparou.

Enquanto esse embate se desenrola, as especulações sobre uma candidatura de Pacheco ao governo mineiro ganham força. O senador é visto como o candidato preferido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer o apoio do governo federal em Minas, mas sua decisão sobre concorrer ainda é incerta. Recentemente, ele deixou o PSD, partido de Simões, e se filiou ao PSB, um movimento que pode ser visto como uma manobra estratégica para ampliar suas opções para o pleito.

Em contrapartida, Simões, que assumiu o governo após a renúncia de Zema para concorrer à Presidência, está buscando consolidar sua chapa eleitoral. A distribuição de vagas no seu grupo está em discussão, especialmente com a provável saída do PL para lançar uma candidatura própria, complicando suas alianças. O cenário continua se moldando, com outros nomes, como o senador Carlos Viana (PSD) e o empresário Flávio Roscoe, também se movimentando para posicionar-se nas próximas eleições.

Adicionalmente, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) está considerando entrar na disputa pelo governo estadual, articulando sua própria chapa e mostrando interesse em Luís Eduardo Falcão (Republicanos) como seu vice. Outras candidaturas estão em fase de formação, o que promete uma disputa acirrada e repleta de surpresas nas eleições que se avizinham em Minas Gerais.

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