Bolsonaro teve seu passaporte apreendido pela Polícia Federal em fevereiro de 2024, devido a uma investigação por suposta tentativa de golpe de Estado. Mesmo após ser convidado para a posse de Donald Trump, o ex-presidente teve seu pedido de autorização para viajar negado por Alexandre de Moraes. Os advogados de Bolsonaro recorreram da decisão, argumentando que a viagem tinha caráter pontual e que ele vinha cumprindo todas as medidas impostas pelo STF desde a apreensão do passaporte.
Apesar dos esforços, Moraes decidiu manter a proibição, justificando a preocupação com uma possível fuga de Bolsonaro para evitar responsabilização penal. Com isso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro representou o marido na posse de Trump.
A iniciativa do senador norte-americano para interceder a favor de Bolsonaro foi organizada em conjunto com o deputado estadual paulista Tenente Coimbra, e o documento foi enviado ao STF antes da posse de Trump. O teor da carta ressalta a importância da presença de Bolsonaro em eventos internacionais para fortalecer os laços diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos.
Para Coimbra, a recusa do pedido de Bolsonaro prejudica a relação política e democrática entre os dois países. Ele destaca que a liberação do passaporte para a posse de Trump seria uma atitude honrosa, demonstrando o compromisso do Brasil com o equilíbrio entre a Justiça e a Diplomacia.
Em meio a esse impasse, a discussão sobre a devolução do passaporte de Bolsonaro continua sendo um tema relevante, envolvendo aspectos políticos e jurídicos que visam garantir a participação do ex-presidente em compromissos internacionais no futuro.







