Senador Otto Alencar Responde a Angelo Coronel e Critica “Mudança de Lado” em Apoio a Flávio Bolsonaro nas Eleições de Outubro

O cenário político na Bahia ganha novos contornos após a declaração do senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Ele reagiu às recentes falas de Angelo Coronel, seu ex-aliado e compatriota no Senado, que manifestou apoio ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, em meio a uma crítica direta ao Partido dos Trabalhadores (PT). Coronel qualificou a postura do PT como uma “ganância”, especialmente após ser preterido em negociações internas que o afastaram da chapa da legenda.

Otto Alencar, em entrevista, expressou não estar surpreso com a mudança de lado de Coronel, que é, inclusive, seu compadre. Segundo ele, a relação entre os dois já era tensa desde o final do ano passado, quando surgiram especulações sobre uma possível traição de Coronel em relação à liderança de Alencar na Comissão. Com uma trajetória que se alinha ao bolsonarismo desde 2019, Coronel parece ter se distanciado da base petista, com a qual esteve aliado por longos anos.

“Não me surpreende nem um pouco. Ele (Coronel) é bolsonarista desde 2019. Ele é isso aí”, comentou Otto, em um tom que reflete tanto a desilusão quanto a clareza sobre a direção política do ex-aliado. Em contraponto, Coronel declarou que a ruptura com o PT se deve ao fato de não ter sido considerado para uma posição na chapa “puro-sangue” do partido, que é formada por figuras como Rui Costa e Jaques Wagner.

Sendo assim, ele não hesitou em afirmar seu apoio a Flávio Bolsonaro, apresentando um sentimento de traição ao afirmar que o “PT abocanhou as três vagas” importantes, algo que ele considera como um sinal claro de ganância por parte do partido. “Meu voto pessoal é nele (Flávio). Sempre me dei bem com ele. Já que o PT não me quis, não posso querer eles, não é?”, declarou o senador.

Esse embate traz à tona a volatilidade das alianças políticas na Bahia e levanta questionamentos sobre os futuros desdobramentos da corrida eleitoral de outubro, com Coronel agora alinhado a um nome da direita em detrimento de uma aliança histórica com o PT, agora rompida. A tensão entre os dois senadores exemplifica bem o clima acirrado da disputa política atual e a necessidade de uma reavaliação das estratégias e relacionamentos dentro do cenário político baiano.

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