Nesse contexto, a PF também investiga o banqueiro Augusto Ferreira Lima, que é conhecido por sua vinculação a Daniel Vorcaro e é mencionado como dono do Banco Pleno, que foi liquidado pelo Banco Central em fevereiro. A relação entre Wagner e Lima é central para o andamento das investigações, que suspeitam que o senador tenha promovido projetos de lei que atendem a demandas do Banco Master, como a proposta popularmente chamada de “Emenda Master” e a ampliação do limite para crédito consignado.
As apurações têm se intensificado após a descoberta de mensagens relevantes no celular de Augusto Lima, que indicam um possível esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou a realização de mandados de busca e apreensão, impondo, também, medidas cautelares como a proibição de contato entre os envolvidos e a suspensão de passaportes.
O escopo das investigações inclui não apenas as ações de Wagner e Lima, mas também outros nomes de destaque, como o senador Ciro Nogueira e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. O montante de prejuízos financeiros associados ao Banco Master é alarmante, com estimativas iniciais apontando para valores que podem atingir até R$ 12 bilhões, resultando em um desdobramento das investigações para envolvimentos como lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e uso indevido de informações sigilosas.
A Operação Compliance Zero, que teve início em 2025, foi originada após a descoberta de que o Banco Master estaria emitindo títulos sem garantias adequadas, oferecendo rentabilidades que superam as oferecidas tradicionalmente pelo mercado. O avanço das fases da operação revela uma teia complexa de corrupção, envolvendo diferentes agentes públicos e privados, e aponta para um cenário densamente interligado de ilegalidade que poderá trazer novas revelações e desdobramentos significativos.





