Senador Jaques Wagner é defendido pelo presidente do Senado após operação da PF; Alcolumbre critica decisões judiciais que afetam o mandato parlamentar.

Na manhã de terça-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tomou uma posição firme em relação à situação do senador Jaques Wagner, alvo de uma investigação da Polícia Federal que investiga possíveis vínculos com o Banco Master. Em coletiva, Alcolumbre destacou que a Advocacia do Senado foi acionada para proteger as prerrogativas do parlamentar baiano, ao afirmar que as decisões judiciais têm comprometido a atuação do senador.

Alcolumbre expressou sua preocupação ao afirmar que as intervenções judiciais estão “diminuindo a condição” do mandato de Wagner, afirmando que ações como o bloqueio de contas e de verbas para atividades parlamentares prejudicam significativamente o exercício do cargo. “A advocacia está preparando uma peça, solicitando ao Judiciário para que possa restabelecer o bom exercício do mandato”, declarou, evidenciando a intenção de restaurar a autonomia do senador.

Vale ressaltar que Wagner, que havia deixado a liderança do governo no Senado na semana anterior, é investigado sob a acusação de ter atuado em favor do Banco Master em troca de vantagens indevidas. Em entrevista, o senador confirmou uma relação com Augusto Lima, ex-sócio do banco, mas negou qualquer irregularidade, garantindo sua inocência. A operação da Polícia Federal resultou na apreensão de US$ 49 mil em espécie, que, segundo Wagner, diz respeito a diárias do Senado para viagens internacionais.

A autorização para a ação policial partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Ao defender Wagner, Alcolumbre enfatizou a importância da “presunção de inocência”, uma garantia fundamental em qualquer sistema democrático. “Este país precisa entender que todos os brasileiros têm direito à presunção de inocência. A sociedade não pode condenar antes que as investigações sejam finalizadas. Não sei a quem interessa a criminalização da política, mas não beneficia ao Brasil, nem à democracia”, alertou.

A declaração de Alcolumbre coloca em evidência uma divisão crescente entre Judiciário e Legislativo, bem como os desafios enfrentados pelos parlamentares sob a visão pública e jurídica em meio a investigações de grande repercussão. O desdobramento da situação ainda promete rendimentos significativos na política nacional.

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