Em seu discurso, o senador afirmou não ter nenhum entendimento de que poderia ser alvo de investigação, desafiando os críticos a apresentarem provas de quaisquer acusações. Sua postagem ocorreu apenas dois dias antes de a Polícia Federal realizar uma operação que resultou em mandados de busca e apreensão relacionados a ele.
A Polícia Federal, por sua vez, aduziu que Wagner seria o “beneficiário central” de favores financeiros concedidos por membros do Banco Master. Esse esquema incluiria, entre outras facilidades, pagamentos vinculados à aquisição de um apartamento em Salvador, avaliado em R$ 2,45 milhões, uso de aeronaves pertencentes ao banco, além da compra de ingressos para um evento internacional em Los Angeles, no valor de R$ 63,3 mil.
A investigação da PF também fez menção ao empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio da instituição financeira, como uma chave de ligação entre Wagner e o esquema em questão. Conforme documentos obtidos pela polícia, Wagner teria trocado mensagens com Lima, solicitando detalhes sobre o apartamento desejado e pedindo os ingressos para o show. Em sua defesa, o senador sempre negou qualquer ligação com o que chamou de “falcatruas” do Banco Master.
Além disso, a PF indicou que Wagner teria se beneficiado de deslocamentos gratuitos em aeronaves de Lima, incluindo um voo para uma propriedade particular do empresário. As alegações foram formalizadas em um despacho pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou as ações da Polícia Federal. Segundo o ministro, as supostas vantagens recebidas poderiam estar atreladas ao trabalho do senador em prol dos interesses do Banco Master no Congresso.
Por outro lado, a defesa de Augusto Lima criticou as medidas tomadas pela PF, argumentando que o empresário sempre se colocou à disposição das autoridades. A equipe jurídica afirmou que as alegações são infundadas e que Lima operou dentro da legalidade, buscando esclarecer sua posição em relação aos fatos que vêm sendo apurados.





