Nesta segunda-feira, o PT realiza sua convenção no Recife, onde definirá oficialmente as candidaturas para as próximas eleições. Fontes ligadas a Humberto Costa destacam que a relação entre ele e Bivar sempre foi cordial, mesmo quando o deputado estava no PSL, o partido que impulsionou a candidatura presidencial de Bolsonaro em 2018. No entanto, essa aliança não foi isenta de polêmicas; Bivar rompeu com o bolsonarismo em um contexto de conflitos internos na sigla, particularmente em torno da corrida pela prefeitura do Recife.
Em 2019, as tensões aumentaram quando Bivar buscou viabilizar uma candidatura própria ou de um apadrinhado, enquanto Bolsonaro tentava emplacar Gilson Machado Neto, então presidente da Embratur, como candidato. O resultado da disputa gerou uma candidatura do advogado Carlos de Andrade Lima, que não obteve sucesso, conquistando menos de 2% dos votos nas eleições vencidas por Campos.
No atual ambiente eleitoral em Pernambuco, a chapa de João Campos também contará com a ex-deputada Marília Arraes, que recentemente se filiou ao PDT e planeja uma candidatura ao Senado. Por sua vez, a chapa de Raquel Lyra está em processo de formação, com o diretório estadual da federação União Progressista indicando o deputado federal Eduardo da Fonte como pré-candidato ao Senado. Contudo, há um embate interno, uma vez que o União Brasil defende a candidatura do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho.
A composição da chapa de Lyra poderá contar com o deputado federal Túlio Gadelha, que deixou a Rede e se uniu ao PSD, partido da governadora. Com estas movimentações políticas, Pernambuco se prepara para uma eleição que promete ser uma das mais disputadas de sua história recente.





