Senador Heinze sugeriu ao Exército pegar urna eletrônica sem autorização do TSE, revela ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência do Governo Bolsonaro, revelou em depoimento à Polícia Federal uma grave denúncia envolvendo o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS). Segundo Cid, Heinze teria sugerido que o Exército pegasse uma urna eletrônica sem autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o período de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para realizar testes de integridade.

De acordo com as informações prestadas por Mauro Cid, o senador apresentou essa proposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que não deu continuidade ao assunto. Heinze, que fazia parte da base de apoio do governo federal durante as investigações da CPI da Pandemia, teria pedido para que a sugestão fosse levada ao então ministro da Defesa, Walter Braga Netto.

No entanto, a equipe do senador negou veementemente as acusações, afirmando que em nenhum momento ele teria cogitado ou sugerido tal ideia. Em comunicado, Heinze deixou claro que qualquer afirmação nesse sentido seria considerada difamatória e caluniosa, e que tomaria as medidas legais cabíveis para proteger sua imagem.

Essa denúncia traz à tona questões importantes sobre a lisura do processo eleitoral e a separação entre as instituições militares e os poderes constituídos. A alegação de que um senador teria sugerido a quebra da confiança no sistema eleitoral é grave e merece ser investigada a fundo pelas autoridades competentes.

Diante disso, é essencial que os órgãos responsáveis apurem os fatos relatados por Mauro Cid e esclareçam se houve de fato alguma tentativa de interferência indevida nas eleições. A transparência e a integridade do processo democrático estão em jogo, e é fundamental que se preserve a confiança da população nas instituições e no sistema eleitoral do país.

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