POLÍTICA – Senador Flávio Bolsonaro reconhece erro em pedido de reembolso de passagens aéreas para evento de pré-campanha e promete ressarcir Senado em R$ 13,6 mil.

Na última semana, veio à tona a informação de que o Senado Federal financiou passagens aéreas para o senador Flávio Bolsonaro, do PL, em uma viagem a São Paulo, ocorrida no mês passado. O objetivo do deslocamento foi a participação do senador em um evento de pré-campanha à Presidência da República, focado no mercado financeiro. Ao solicitar o reembolso de R$ 13,6 mil à Casa Legislativa, Flávio acabou gerando polêmica, uma vez que a cota parlamentar deve ser utilizada exclusivamente para atividades diretamente relacionadas ao exercício de seu mandato.

A viagem, realizada nos dias 11 e 12 de dezembro, foi objeto de críticas, visto que registros acessíveis ao público indicam que Flávio adquiriu passagens do Aeroporto de Brasília até o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, não somente para si, mas também para seu assessor, Fernando Nascimento Pessoa. O itinerário original consistia em duas passagens de ida e volta, com o retorno agendado para a noite do dia 12. Porém, Flávio acabou comprando mais dois bilhetes que anteciparam o retorno à tarde do mesmo dia, antes da programação original.

O almoço em questão, que aconteceu na sede do Banco UBS, ocorreu uma semana após Flávio formalizar sua pré-candidatura, marcando um esforço claro de aproximação com o setor financeiro, especialmente na região da Faria Lima, conhecida por abrigar importantes instituições financeiras de São Paulo. Durante este evento, o senador manifestou a intenção de adotar uma abordagem econômica alinhada com o liberalismo, similar à defendida pelo ex-ministro Paulo Guedes, figura central na estratégia econômica da campanha de seu pai em 2018.

Após a repercussão negativa sobre o uso indevido da verba pública, o senador divulgou uma nota reconhecendo um “equívoco” cometido por sua equipe ao requisitar o reembolso e assegurou que o “erro já foi corrigido,” com o compromisso de que o Senado receberá o pagamento de volta. A situação levanta questões sobre a ética no uso de verbas públicas e a transparência nas ações parlamentares, especialmente em um momento tão crítico da política nacional.

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