Senador Alexandre Giordano é condenado por favorecimento a empresa da família em gestão de condomínio e enfrenta briga judicial com vizinhos em Morungaba.

O senador paulista Alexandre Giordano, do MDB, está envolvido em uma controversa condenação judicial que levanta questões sobre sua gestão à frente do Residencial Fazenda São Silvano, localizado em Morungaba, interior de São Paulo. Durante seu mandato como presidente da associação dos proprietários do condomínio, Giordano foi acusado de favorecimento ao contratar uma empresa de sua própria família para serviços de abastecimento, causando atrito com os moradores locais.

O residencial, que abriga 63 lotes e é frequentado por figuras proeminentes, como executivos e até um ex-jogador da Seleção Brasileira, enfrenta uma série de tensões sob a liderança de Giordano. As disputas culminaram em denúncias de ameaças e falsidade ideológica, que foram parar no âmbito judicial. Um dos principais pontos de discórdia gira em torno da contratação da Enermade, empresa de propriedade de seu filho, que foi contratada por R$ 15 mil mensais para fornecer um caminhão-pipa. O contrato, assinado apenas duas semanas antes da saída de Giordano da presidência, continha uma cláusula que obrigava o condomínio a pagar indenizações caso o serviço fosse rompido.

Moradores insatisfeitos decidiram realizar uma auditoria em 2022, revelando uma gestão marcada por gastos questionáveis, incluindo recursos destinados a obras no condomínio, que nunca foram aprovados. Entre os gastos contestados está uma verba significativa utilizada em um posto de gasolina, que também provocou controvérsias sobre a verdadeira quantidade de veículos disponibilizados para segurança no local.

A juíza Mariane Cristina Maske de Faria Cabral, da comarca de Itatiba, acatou as alegações contra Giordano, condenando-o a restituir R$ 75 mil à associação, além de impor uma multa por danos morais, evidenciando “má gestão e favorecimento”. A decisão ressaltou que as ações do senador estavam em contrariedade aos interesses da coletividade.

Giordano, em resposta, classificou o caso como um litígio privado e afirmou que já está em análise um recurso judicial. Ele defende a contratação da empresa de seu filho, alegando que foi um ato benéfico para o condomínio, com o objetivo de reduzir custos. A situação, entretanto, continua a gerar repercussões e tensões entre os moradores e o senador.

O desfecho dessa saga judicial ainda não é claro, mas ressalta a complexidade das relações de poder dentro das associações de moradores e o dever de transparência que figuras públicas devem ter em suas ações.

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