Para os senadores bolsonaristas, a figura de Messias foi injustamente posicionada como “vítima das circunstâncias”, com muitos enfatizando que sua rejeição representava um recado claro ao STF e à administração atual. Apesar da negativa, integrantes do grupo ressaltaram que Messias é visto como uma pessoa de bom trato e que sua indicação já vinha acompanhada de críticas à forma como a Suprema Corte tem se posicionado sobre certos temas.
O clima de animosidade entre o Senado e o STF se intensificou recentemente, especialmente após pedidos de investigação contra o senador Alessandro Vieira, gerando um profundo mal-estar. Vieira havia criticado a atuação de alguns ministros do tribunal, que não hesitaram em defender a cassação de seu mandato por conta de sua atuação em uma CPI. Essa carga de ressentimento foi vista por muitos como um fator determinante na rejeição da indicação de Messias.
Outro episódio que acirrou os ânimos foi uma decisão do ministro Gilmar Mendes, que modificou a Lei do Impeachment e restringiu a possibilidade de qualquer cidadão apresentar pedidos de afastamento de ministros do STF. Essa manobra foi encarada como uma afronta em um ambiente legislativo onde muitos senadores já se sentem desrespeitados.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também não facilitou a relação ao se recusar a abrir investigações que envolvam membros da Corte. Este fato, aliado à proximidade das eleições, fez com que a rejeição da indicação de Messias fosse interpretada como um sinal de descontentamento com o governo Lula. Assim, a negativa se mostrou mais do que uma questão de mérito, mas um reflexo das tensões políticas que permeiam o atual cenário brasileiro.
