SENADO FEDERAL – Valor aprovado para financiar eleições municipais de 2024 chega a quase R$ 5 bilhões após discussão acalorada no Congresso

Após uma acalorada discussão no Plenário do Congresso, foi aprovado nesta sexta-feira (22) o valor de R$ 4,96 bilhões para financiar as eleições municipais de 2024. Este valor substitui o montante original de R$ 939 milhões proposto pelo Executivo e será incluído no Orçamento da União para o próximo ano. A decisão foi mantida de acordo com o relatório final da Comissão Mista de Orçamento (CMO), que elevou o valor de acordo com o gasto nas eleições gerais de 2022.

O Fundo Eleitoral, também conhecido como Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), foi criado em 2017 após a proibição de doações de pessoas jurídicas para campanhas eleitorais. Ele se tornou uma das principais fontes de receita para os partidos realizarem as campanhas eleitorais de seus candidatos.

Durante a sessão conjunta do Congresso, houve tentativas por parte de alguns parlamentares de derrubar o novo valor aprovado e retomar o montante inicialmente previsto. No entanto, essas tentativas não tiveram sucesso e o texto aprovado pela CMO prevaleceu.

O senador Rodrigo Pacheco, presidente do Congresso, defendeu a busca por razoabilidade e racionalidade nos gastos e propôs que os valores das últimas eleições fossem levados em consideração para determinar o montante do Fundo Eleitoral. Ele sugeriu que o valor de R$ 2,034 bilhões aplicado nas eleições municipais de 2020, corrigido pelo IPCA, seria mais equilibrado, comparado aos R$ 4,96 bilhões das eleições gerais de 2022.

No entanto, houve divergências em relação ao aumento do valor destinado ao fundo. Alguns parlamentares, como o senador Eduardo Girão e a deputada Adriana Ventura, argumentaram que o montante aprovado era excessivo e que representava um gasto desproporcional para as eleições municipais que ocorrerão em 2024.

Por outro lado, deputados como Zeca Dirceu e Danilo Forte alegaram que o montante de R$ 4,9 bilhões representa apenas uma pequena fração das receitas do país e que o financiamento público é necessário, uma vez que as doações de empresas estão proibidas.

Em meio às discussões, o presidente do Congresso ressaltou a importância de aprofundar o debate sobre os critérios para o uso do fundo e propôs a análise de outras propostas para diminuir o custo das eleições no país, como a coincidência de mandatos.

Portanto, a discussão em torno do Fundo Eleitoral continuará sendo tema de debates no Congresso nos próximos anos, à medida que se busca equilibrar os interesses dos partidos políticos e a racionalidade nos gastos públicos.

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