SENADO FEDERAL – Transporte Público Receberá Medidas de Proteção para Mulheres em Situação de Vulnerabilidade Após Aprovação de Projeto na Comissão de Direitos Humanos

Na última quarta-feira, 8 de novembro, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou um projeto de lei que visa aumentar a proteção das mulheres no transporte público e individual, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade. Proposto pelo deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), o PL 5.306/2023 agora seguirá para a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) após receber um relatório favorável do senador Jorge Seif (PL-SC).

O projeto modifica a Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587, de 2012) para incluir ações de proteção direcionadas não apenas a mulheres vítimas de violência, mas também àquelas que estejam sob efeito de embriaguez, sedação ou quaisquer substâncias que comprometam seu discernimento. O objetivo é promover um ambiente mais seguro durante os deslocamentos, abordando um tema que afeta profundamente a sociedade.

Entre as principais ações propostas, destacam-se campanhas de conscientização e a distribuição de materiais educativos que visam sensibilizar tanto motoristas quanto passageiros sobre a importância da proteção das mulheres no transporte. As medidas pretendem assegurar que as passageiras possam desembarcar com segurança em situações de risco.

O senador Seif também introduziu emendas que uniformizam as definições nas duas partes da Lei alterada, enfatizando a proteção específica para mulheres que sofrem violência doméstica e aquelas com discernimento comprometido. Além disso, o texto sugere a capacitação de condutores e orientações sobre a melhor forma de acolher e encaminhar passageiras que necessitem de assistência.

Durante a discussão do projeto, a presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), sugeriu uma alteração no vocabulário, optando pelo termo “condutores” em vez de “motoristas”, com a intenção de abarcar uma variedade maior de profissionais, como os condutores de embarcações.

Dados alarmantes foram citados em apoio à proposta. Segundo uma pesquisa da Consultoria Legislativa do Senado, 97% das mulheres relataram medo de serem vítimas de violência durante seus deslocamentos, enquanto 74% já enfrentaram alguma forma de agressão nesse contexto. O relatório também menciona que 49,6% das mulheres foram assediadas nos 12 meses anteriores a pesquisa de 2025, reforçando a urgência de medidas como as propostas. Diante deste cenário, o relator acredita que a aprovação do projeto pode contribuir para um transporte mais seguro e respeitoso, estabelecendo um compromisso social essencial na prevenção da violência contra as mulheres.

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