O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), justificou a convocação indicando que Ibaneis deveria explicar as negociações relacionadas ao Banco de Brasília (BRB) e a tentativa de aquisição do Banco Master. O Banco Central do Brasil havia rejeitado essa compra devido a irregularidades e, posteriormente, liquidou o Banco Master em novembro de 2025, em decorrência de fraudes detectadas no sistema financeiro.
Historicamente, Ibaneis foi convidado a comparecer à CPI em duas ocasiões anteriores, em dezembro e fevereiro, mas não compareceu às reuniões. Em decorrência dessas ausências, a CPI decidiu convocá-lo formalmente no dia 31 de março. Agora, com a decisão do STF, a situação muda: caso o ex-governador decida aparecer, ele não será obrigado a prestar declarações.
Além da questão envolvendo Ibaneis Rocha, a CPI do Crime Organizado também se deparou com outros depoimentos significativos, como o de André de Albuquerque Garcia, que ocorrerá no mesmo dia da audiência prevista para Ibaneis. Garcia deve ajudar os membros da comissão a entender melhor as ações do governo federal no que tange ao controle de facções criminosas dentro do sistema penitenciário, além de discutir a destinação de recursos para essa área.
Para quem deseja participar da CPI de forma interativa, é possível enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado ou através do Portal e-Cidadania. Essa interação do público possibilita que mensagens sejam lidas e respondidas ao vivo durante os eventos. O Senado também disponibiliza uma declaração de participação que pode ser utilizada como atividade complementar em cursos universitários, reforçando a importância da participação cívica nas discussões legislativas.





