As geocercas, conforme explicado pelo senador, funcionam como “perímetros digitais”. Essas estruturas, quando integradas em um sistema nacional, possibilitarão a criação de mapas de calor que evidenciam a criminalidade no campo, além de controle de acesso a regiões sensíveis e a geração automatizada de relatórios que ajudarão na formulação de políticas públicas eficazes.
O projeto propõe o monitoramento de áreas específicas por meio do uso de tecnologias modernas, como sensoriamento remoto, câmeras, drones e dispositivos GPS, todos instalados em pontos estratégicos. Assim, o sistema será capaz de emitir alertas em tempo real quando movimentos considerados suspeitos forem detectados, seja de pessoas, veículos ou equipamentos nas áreas monitoradas.
De acordo com Jayme Campos, a proposta busca enfrentar os desafios crescentes da criminalidade nas áreas rurais, especialmente em regiões de difícil acesso e com reduzida presença do Estado. Com o Singers, o Estado poderá utilizar ferramentas avançadas para mapear e monitorar essas áreas, promovendo uma atuação mais eficaz e integrada entre as diferentes esferas de governo.
O sistema será coordenado pelo Poder Executivo, com a participação de órgãos de segurança pública, incluindo os estaduais, e do setor de reforma agrária, tendo como meta aprimorar a atuação da segurança pública nas zonas rurais. O projeto visa identificar áreas de risco, ampliar as ações preventivas e repressivas das forças de segurança e promover a integração entre os sistemas de georreferenciamento fundiário e de inteligência policial.
Além disso, a proposta incorpora o uso de inteligência artificial para o monitoramento territorial, o que deve acelerar a resposta a ocorrências de crimes nessas localidades. Para a sua implementação, o Singers contará com a integração de dados georreferenciados de imóveis rurais, a delimitação de geocercas em áreas estratégicas e o compartilhamento de informações entre os órgãos de segurança, respeitando os princípios legais.
O senador também destacou a crescente violência no campo, que, embora frequentemente subnotificada, continua a representar um risco significativo para produtores e comunidades rurais. Estudos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil revelam que furtos e roubos nas propriedades rurais geram danos substanciais, impactando não apenas a renda dos agricultores, mas também a competitividade do setor como um todo. Em razão disso, a falta de dados sistematizados sobre a criminalidade nas áreas rurais é um desafio que o novo sistema pretende enfrentar.
