De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, estima-se que em 2023 serão diagnosticados cerca de 73 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. Diante disso, é fundamental promover a conscientização e oferecer recursos para a prevenção e tratamento. Por isso, a participação do Senado nessa campanha é tão relevante.
Durante a sessão, também foram ouvidos relatos de mulheres que enfrentaram a doença. Maria José Felix, colaboradora do Senado que foi diagnosticada com câncer de mama em 2017, destacou a importância do cuidado com a saúde e da realização do autoexame e da mamografia. Ela ressaltou que quando o câncer é descoberto a tempo, as chances de cura são maiores.
A senadora Augusta Brito (PT-CE) reforçou a importância da prevenção ao câncer de mama, enfatizando que é necessário reservar um tempo para cuidar da saúde. Segundo ela, o câncer de mama tem cura, principalmente quando diagnosticado precocemente.
Os profissionais de saúde também mostraram preocupação com a falta de acesso aos exames de mamografia. A médica Karimi Amaral, da Sociedade Brasileira de Mastologia, defendeu a ampliação do acesso aos mamógrafos e ressaltou que quando uma lesão é diagnosticada de forma precoce e não é palpável, as chances de cura chegam a 95%. Ela também lamentou o fato de ainda existirem mamógrafos parados tanto na rede privada como na rede pública.
É importante ressaltar que, segundo o Instituto Nacional de Câncer, entre 60% e 70% dos casos de câncer de mama não possuem fatores de risco, como histórico familiar da doença ou tabagismo. Isso reforça a importância de ampliar o acesso aos exames de mamografia para todas as mulheres, independente de histórico familiar ou outros fatores de risco.
Portanto, a sessão especial do Senado na Campanha Outubro Rosa trouxe importantes reflexões sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. É fundamental que a sociedade como um todo se una nessa luta para ampliar o acesso aos exames e garantir a saúde e bem-estar de todas as mulheres.
