Moro, conhecido por sua trajetória à frente da Operação Lava Jato e por seu trabalho como ex-ministro da Justiça, expressou sua intenção de apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que formalize essa iniciativa. Ele acredita que um mecanismo de recall poderia democratizar a relação entre os cidadãos e o Judiciário, ao tornar os ministros mais responsivos às expectativas e preocupações da população.
A discussão sobre o papel e a composição do STF tem sido um tema recorrente na esfera pública, especialmente em tempos de crescente desconfiança em relação às instituições. A proposta de Moro surge em um contexto onde muitos cidadãos se sentem distantes das decisões tomadas por essas altas cortes, que frequentemente repercutem em suas vidas cotidianas. O senador argumenta que a implementação de um recall não apenas aprimoraria a legitimidade do Judiciário, mas também reforçaria a ideia de que esses ministros devem ser responsáveis perante o povo.
No entanto, a proposta também levanta debates sobre os limites da interferência popular nas decisões judiciais. Críticos apontam que um mecanismo de recall pode vulnerabilizar a independência do Judiciário e abrir espaço para pressões políticas e populistas. A medida, mesmo que cativante para alguns setores da população, exigirá um intenso debate legislativo e jurídico antes de ser colocada em prática.
Sergio Moro, ao defender essa proposta, se posiciona como um dos atores principais em um dos debates mais importantes sobre a reforma do Judiciário no Brasil, sinalizando que mudanças significativas podem estar a caminho e que a população deve ser parte ativa nesse processo.







