Em um pronunciamento realizado nesta segunda-feira, o senador Moro destacou a participação de pessoas perseguidas politicamente ou de seus representantes durante o encontro. Ele citou sua interação com políticos como Jeanine Áñez, ex-presidente interina da Bolívia, e Fernando Camacho, filho do governador da província de Santa Cruz, na Bolívia. Além disso, mencionou Rosa Maria Payá, filha de Oswaldo Payá, um famoso dissidente da ditadura cubana. Moro ressaltou a importância dessas pessoas como exemplos inspiradores e propôs trazê-las para falar perante o Senado brasileiro, a fim de destacar a posição do país contra tiranos e ditadores.
Durante seu pronunciamento, o senador também criticou a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de abrir uma investigação sobre sua conduta durante a Operação Lava Jato. Moro afirmou que o corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, não possui atribuição para tratar do assunto. Ele destacou seu trabalho na operação, que resultou na devolução de mais de R$ 2 bilhões para a Petrobras. Moro ressaltou que a empresa recebeu valores ainda maiores, totalizando mais de R$ 6 bilhões, por meio de outras ações e acordos de colaboração e leniência. Ele considerou absurdo um juiz ser investigado por cumprir sua missão e devolver o dinheiro roubado para a vítima.
Esses são apenas alguns dos fatos destacados pelo senador Sergio Moro em seu pronunciamento após participar da reunião do Grupo Liberdade e Democracia. O encontro reforçou a importância de combater regimes autoritários e de preservar os valores democráticos na América Latina. As declarações do senador também apontaram para a necessidade de esclarecimento e correto entendimento do trabalho desempenhado durante a Operação Lava Jato, assim como as consequências políticas provenientes dele.







