Moro destacou a ausência de um projeto de lei do governo Lula que endureça a legislação penal ou processual penal contra a criminalidade em geral. Além disso, apontou que o governo federal tem vetado iniciativas como o projeto de lei que propunha o fim das saídas temporárias para criminosos em feriados, assim como se posiciona contra a aprovação do exame criminológico para a progressão de regime de pena. O senador ainda ressaltou que houve uma redução no número de operações da Polícia Federal contra o crime organizado e a corrupção entre os anos de 2019 e 2023.
Outro ponto criticado por Moro foi a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da segurança pública, que pretende ampliar os poderes do governo federal na coordenação da segurança dos estados. Para ele, tal medida é desnecessária e demonstra uma postura de leniência com a criminalidade. O senador enfatizou a importância do governo estabelecer diretrizes por meio da aprovação de leis penais e processuais penais, ressaltando a competência exclusiva nesse aspecto.
Em suas conclusões, Sergio Moro afirmou que a audiência foi reveladora da inapetência do atual governo federal e de seu descaso com a segurança pública. O senador ressaltou o papel do Senado em apontar essa contradição e destacou a necessidade de combater a leniência governamental em relação à criminalidade.
