Durante a sessão, os participantes expressaram a necessidade de uma agenda de diálogo contínuo entre as partes envolvidas. A cooperação entre o governo e o setor privado é vista como um passo necessário para superar os obstáculos que têm dificultado o acesso dos produtos brasileiros ao mercado europeu. A carência de um entendimento claro sobre as exigências da UE tem gerado incertezas e frustrações entre os produtores, que muitas vezes se veem em desvantagem frente a competidores internacionais.
Os senadores enfatizaram a importância de estabelecer um canal de comunicação efetivo que permita uma troca de informações e inovações entre os produtores brasileiros e os reguladores europeus. A luta por melhores condições comerciais não é apenas uma questão de acesso ao mercado, mas também de garantir que a indústria brasileira possa competir em condições justas. Nesse sentido, a busca por uma harmonização nas normas de segurança alimentar e sustentabilidade é um dos focos discutidos.
Além disso, os participantes também abordaram as estratégias que podem ser adotadas para mitigar o impacto dessas barreiras. A ideia de fortalecer as relações diplomáticas e comerciais, bem como promover tratados que contemplem as especificidades do setor agropecuário brasileiro, foi amplamente defendida.
Essa discussão na CRE constitui um passo significativo na busca por alternativas que assegurem a competitividade da carne brasileira no mercado internacional. O diálogo contínuo e a colaboração entre senadores, governo e setor produtivo são fundamentais para que o Brasil não apenas amplie suas exportações, mas também se afirme como um player forte e respeitado na cadeia global de produção de alimentos.
