O senador enfatizou que a população brasileira tem o direito de obter respostas sobre irregularidades que afetam o sistema financeiro e, por isso, o Banco Central, o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) precisam colaborar ativamente. Ele citou a urgência de confrontar problemas graves, descrevendo-os como um “tumor” que não pode continuar a crescer sem intervenção. Calheiros destacou a importância de uma investigação minuciosa para impedir que fraudes semelhantes se repitam no futuro.
No âmbito das próximas atividades da CAE, o senador planeja encontros com o presidente do STF, Edson Fachin, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para obter informações sobre as investigações em andamento, especialmente relacionadas ao caso do banco Master, dirigido por Daniel Vorcaro. O objetivo é esclarecer todas as irregularidades e, se necessário, solicitar que o Senado Federal autorize a quebra de sigilos para obter dados cruciais.
Além das audiências e diligências, a CAE também busca a participação de diversas autoridades para garantir que as fraudes cometidas contra o povo brasileiro e o sistema financeiro sejam investigadas em profundidade. Na mesma semana, a comissão havia se encontrado com o presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, para discutir o tema, e Renan Calheiros pediu prontamente o compartilhamento de informações sobre as fiscalizações em andamento.
A comissão, composta por um grupo representativo de senadores, assegura que não fechará os olhos para a corrupção. Renan afirmou que a magnitude dos prejuízos causados pela chamada “maior fraude bancária da história brasileira” requer um tratamento sério e rigoroso, não permitindo que os responsáveis escapem das consequências de seus atos.
