SENADO FEDERAL – Senadores Avaliam Novas Propostas de Emenda à Constituição, Incluindo Redução da Jornada de Trabalho e Fim da Reeleição em Cargo Executivo

O Senado brasileiro se prepara para discutir uma série de propostas de emenda à Constituição (PECs), destacando-se a redução da jornada de trabalho semanal para 36 horas, com duas folgas remuneradas. Essa iniciativa visa proporcionar melhorias nas condições laborais, além de gerar impactos positivos para o setor produtivo, ao minimizar a necessidade de horas extras e distribuir melhor as tarefas. O projeto, já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevê uma transição de quatro anos, começando com a redução das atuais 44 horas para 40 no primeiro ano, seguida de uma diminuição gradual até atingir o novo limite.

Outro tema em pauta é a proposta que extingue a reeleição de presidentes, governadores e prefeitos para o mesmo cargo de forma consecutiva. A PEC também prevê a unificação dos mandatos no Executivo e no Legislativo para cinco anos e a realização de eleições sincronizadas a partir de 2034. Para os defensores dessa mudança, como o senador Jorge Kajuru, a proposta visa equilibrar a disputa eleitoral, uma vez que a permanência no poder proporciona uma vantagem significativa aos detentores de cargos públicos, limitando a entrada de novas lideranças.

A representatividade feminina nas Mesas e comissões do Congresso também é uma questão que será debatida. Com uma proposta que busca assegurar a proporcionalidade entre homens e mulheres, novas políticas têm sido discutidas para aumentar a presença das mulheres na política, em resposta à histórica subrepresentação.

Ainda, há uma PEC que sugere tornar o crime de tráfico de pessoas imprescritível. Esse projeto visa intensificar a luta contra essa prática, que frequentemente afeta crianças e adolescentes, sendo um aperto nas legislações já existentes.

Além dessas questões, uma série de outras PECs aguardam deliberação, abrangendo temas que vão desde a tarifação de transportes em dias de votação até a inclusão da segurança alimentar como direito fundamental. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, será responsável por definir quais propostas serão pautadas para votação, com a colaboração dos líderes dos blocos e partidos. A reforma proposta vislumbra um amplo debate e uma reestruturação significativa no ambiente político e social brasileiro.

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