O acordo, que busca expandir as relações comerciais entre os dois blocos, é visto com otimismo por muitos, mas também suscita preocupações entre agricultores e empresários brasileiros quanto a possíveis consequências negativas para os setores produtivos do país. Em um esforço para mitigar esses impactos, a Comissão de Relações Exteriores se comprometeu a ouvir diretamente os afetados, envolvendo vozes relevantes do agronegócio e do setor empresarial nas discussões sobre medidas eficazes que possam ser implementadas.
Nelsinho Trad, que preside a CRE, ressaltou a importância de uma abordagem colaborativa que inclua todos os stakeholders envolvidos. Ele enfatizou que é fundamental garantir que as condições propostas pelo novo tratado sejam benéficas para o Brasil, levando em conta as especificidades do nosso mercado e os desafios que os produtores enfrentam. O senador também comentou sobre a necessidade de um diálogo abrangente que permita que os interesses dos agricultores sejam plenamente considerados no processo decisório.
Tereza Cristina, com vasta experiência no setor agrícola, reforçou a urgência de discutir e mapear os impactos do acordo antes de sua ratificação. Segundo ela, essa iniciativa vai possibilitar uma análise mais profunda e fundamentada sobre o que pode ser aperfeiçoado ou ajustado para proteger os interesses nacionais.
A expectativa agora recai sobre a formação deste grupo de trabalho, que deverá iniciar suas atividades em breve, realizando audiências e estudos que subsidiem a discussão sobre o acordo Mercosul-União Europeia. A iniciativa representa um passo importante na busca por um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e a proteção dos produtores rurais do Brasil.
