Zequinha Marinho, que preside a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, enfatizou a necessidade de um debate mais profundo e maduro no Congresso acerca do livre comércio, especialmente no que diz respeito às implicações para o setor rural do Brasil. Ele fez um apelo para que os parlamentares analisem cuidadosamente as consequências das políticas propostas no acordo, sugerindo que o diálogo deve ser ampliado para incluir a voz dos agricultores e suas preocupações.
Um dos principais pontos levantados pelo senador é a inclusão de medidas protecionistas no texto do tratado, as quais foram adicionadas aparentemente sob pressão de lobbies de setores agrícolas da Europa. Marinho destacou que tais medidas podem criar um ambiente desigual para os produtores brasileiros, que já enfrentam desafios significativos no mercado global. Ele argumenta que essas proteções atendem mais aos interesses de nações europeias do que à realidade e necessidade dos agricultores brasileiros.
Luis Carlos Heinze, por sua vez, complementou a análise de Marinho, ressaltando que a agricultura brasileira é um pilar fundamental da economia nacional e precisa ser resguardada. O senador acredita que o fortalecimento do diálogo entre as partes interessadas é crucial para garantir que o Brasil não seja prejudicado em um cenário de comércio internacional cada vez mais competitivo.
Os senadores defendem a idéia de que é imperativo proteger a produção rural do Brasil, evitando que o acordo comprometa a capacidade dos agricultores de competir tanto no mercado interno quanto no externo. Diante disso, tanto Marinho quanto Heinze propõem um engajamento ativo do Congresso para assegurar que os interesses dos produtores sejam adequadamente representados e defendidos nas negociações futuras.
