A senadora traçou um panorama do que considera um esquema preocupante. “O modelo de operação do BMG nos consignados é semelhante ao do Banco Master. Estamos diante da mesma narrativa, com indícios que não podem ser ignorados”, afirmou. Dra. Eudócia ainda destacou que o proprietário do BMG tem conexão com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, por meio de uma empresa destinada a fornecer empréstimos a sócios de um clube de futebol em Minas Gerais. Esse emaranhado de relações levou Dra. Eudócia a buscar o apoio de seus pares para a instalação da CPMI, na expectativa de que a investigação traga à luz mais esclarecimentos sobre essas transações.
Além de apresentar seu pedido de CPMI, a senadora não hesitou em criticar abertamente o senador Renan Calheiros, do MDB-AL. Em sua fala, mencionou uma reportagem que aponta supostas ligações do parlamentar com operações do Banco BMG, e pediu esclarecimentos sobre a relação dele com Vorcaro. Em um tom firme, Dra. Eudócia questionou um projeto recente apresentado por Calheiros, que visa permitir que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cubra eventuais prejuízos causados por investimentos em produtos do Banco Master, argumentando que era inadmissível que a conta recaísse sobre os cidadãos.
“Renan deseja que todos nós, brasileiros, arcaremos com os prejuízos quando, na verdade, deveria ser Vorcaro a suportar essa responsabilidade”, declarou a senadora com indignação. Ela lembrou que semanas atrás havia enviado perguntas ao senador sobre suas ligações com Vorcaro, mas, segundo ela, Renan se esquivou das respostas, optando por atacá-la em um vídeo de forma machista. O ambiente político se mostra tenso, e a senadora parece determinada a trazer à tona questões que, segundo ela, têm implicações profundas para a sociedade.
