Na última terça-feira (10), o senador Zequinha Marinho, do Podemos-PA, fez um pronunciamento no Senado destacando a urgência de investimentos e melhorias na infraestrutura hidroviária do estado do Pará. Em seu discurso, o parlamentar expressou sua preocupação com a falta de avanços na hidrovia Araguaia-Tocantins, especialmente no trecho que vai de Marabá até a Hidrelétrica de Tucuruí, uma obra que, segundo ele, tem enfrentado obstáculos políticos e burocráticos ao longo de décadas.
Uma das principais críticas de Zequinha foi direcionada ao Ministério Público Federal, após o órgão solicitar o cancelamento da licença ambiental concedida pelo Ibama para a realização do derrocamento do Pedral do Lourenço. O senador enfatizou a importância desta intervenção para garantir a navegabilidade ao longo de toda a hidrovia, removendo obstáculos que atualmente impedem a navegação no rio Tocantins durante todo o ano.
Segundo o senador, a hidrovia Araguaia-Tocantins é composta por quatro bacias hidrográficas, sendo apenas quatro trechos navegáveis, totalizando 1.500 km. Com o derrocamento do Pedral do Lourenço, este trecho poderia quase dobrar de extensão, integrando a hidrovia à do rio Amazonas. Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostram que o Brasil possui cerca de 63.000 km de rios com potencial de navegação, porém apenas 30% deles são utilizados para transporte de cargas e passageiros.
Além das questões relacionadas à infraestrutura hidroviária, Zequinha também abordou problemas de saneamento básico no Pará, como altos custos de energia elétrica e combustíveis, má qualidade das rodovias e a falta de tratamento de esgoto em Belém, onde apenas 2,38% da população tem acesso ao serviço. O senador ressaltou a importância dos investimentos em infraestrutura para o desenvolvimento do estado e para melhorar a competitividade em relação a outros estados.
Em seu discurso, Zequinha Marinho enfatizou a necessidade de olhar para a Amazônia não apenas para críticas e criminalizações, mas também para realizar os investimentos necessários e corrigir as deficiências existentes, visando melhorar as condições de vida da população e a competitividade do estado em âmbito nacional.
