De acordo com as declarações de Moro, Traiano teria firmado um acordo de não persecução penal com o Ministério Público do Paraná, admitindo o recebimento dos valores mencionados. Apesar da confissão, o deputado não foi processado criminalmente, o que causou indignação por parte do senador. Moro ressaltou a incoerência da permanência de Traiano no cargo de presidente da Alep após admitir ter solicitado propina.
Para o senador, a atitude de Traiano representa uma afronta à dignidade do cargo que ocupa, além de ser um exemplo do clima de impunidade que tem se instalado no país. Moro argumentou que alguém que confessa ter cometido atos de corrupção não deveria manter-se à frente de uma casa legislativa, representando os interesses da população.
Ele enfatizou que a situação é reflexo do panorama de “vale-tudo” que se instaurou no país, especialmente após o retorno de Lula à Presidência da República. Moro fez um apelo para que Traiano renunciasse ao cargo de presidente da Alep em nome da dignidade do posto e dos eleitores que o elegeram, ressaltando a importância de adotar uma postura ética e responsável.
Diante da gravidade das acusações e da confissão de Traiano, o pronunciamento de Sergio Moro evidenciou a necessidade de combater a corrupção e promover a transparência nas instituições políticas. A postura firme do senador em denunciar irregularidades e exigir responsabilidade dos representantes eleitos demonstra o compromisso com a ética e a moralidade na gestão pública.
