O senador descreveu essas facções como quadrilhas poderosas que, além de atuarem no tráfico de drogas, também estão se infiltrando na economia de várias formas. Sua preocupação se estende às relações que podem existir entre os criminosos e instituições financeiras, o que, segundo ele, demanda uma apuração rigorosa. “Estamos lidando com um problema que ultrapassa o simples tráfico; estamos falando de redes que se sustentam e se expandem por meio de operações financeiras ilícitas”, afirmou.
Moro ressaltou que a CPI já identificou indícios importantes que, em sua opinião, justificam o aprofundamento das investigações. Ele citou relações suspeitas envolvendo o Banco Master, mencionando decisões que, na visão dele, estancaram o avanço de investigações como a quebra de sigilos, que poderia revelar mais informações sobre essas conexões obscuras.
O ex-ministro da Justiça ressaltou que a continuidade dos trabalhos da CPI é vital não apenas para esclarecer os fatos que estão sendo investigados, mas também para garantir que os responsáveis por crimes sejam efetivamente responsabilizados. Para Moro, é fundamental que a população sinta que a lei está sendo cumprida, pois a ausência dessa confiança pode levar a um estado de insegurança jurídica. “Se não tivermos a garantia de que a lei será respeitada neste país, rumo a um cenário de total insegurança”, concluiu o senador, reafirmando a urgência de um aprofundamento nas investigações da CPI.





