Carvalho criticou duramente a privatização da BR Distribuidora, ocorrida em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele afirmou que essa decisão tem contribuído para agravar a dependência econômica do Brasil. A antiga subsidiária da Petrobras agora atua sob a denominação de Vibra Energia S.A. e, segundo o senador, a transição de uma empresa pública para uma 100% privada desconsidera a função social que uma estatal deveria ter. Ao invés disso, as empresas privadas estão focadas exclusivamente no lucro, o que compromete a função social e a segurança econômica do Brasil.
O senador também observou que a capacidade de refino de petróleo no país não atende à demanda interna, obrigando o Brasil a importar derivados, com especial ênfase no diesel. Ele enfatizou que a falta de instrumentos de coordenação no mercado interno tem dificultado a adaptação do Brasil às oscilações do mercado externo, o que afeta diretamente o cotidiano da população e a economia.
Como uma possível solução, Carvalho propôs a retomada de fábricas de fertilizantes no Brasil, o que poderia ajudar a aumentar a produção interna e reduzir a dependência de insumos importados. Ele defendeu que uma investigação sobre as privatizações promovidas durante o governo Bolsonaro seja realizada, apontando a necessidade de esclarecimentos sobre os impactos dessas vendas.
“Perdemos a soberania energética que tínhamos”, lamentou Carvalho, ao criticar a gestão anterior por ter vendido ativos fundamentais, como refinarias e a própria BR Distribuidora. O senador concluiu seu discurso convocando a atuação do Tribunal de Contas da União para investigar os contratos e responsabilidades relacionadas a essas privatizações, sublinhando a urgência da questão em um contexto econômico tão desafiador.






