“O SUS é a única alternativa para mais de 160 milhões de brasileiros que não têm condições de arcar com um plano de saúde privado e que dependem totalmente da estrutura pública para uma série de necessidades, desde o nascimento e vacinação até o tratamento de doenças e um envelhecimento digno”, ressaltou o parlamentar. Para Pacheco, a perenidade e o aprimoramento do sistema são cruciais. Ele destacou que a integração entre os diferentes níveis de governo é vital para aumentar o acesso aos serviços, especialmente nas áreas mais remotas do país.
O senador também apontou a realidade desafiadora enfrentada por muitos cidadãos, especialmente aqueles que vivem em municípios menores. “Na prática, um paciente de uma cidade pequena muitas vezes não consegue uma vaga no hospital da cidade vizinha. A população é obrigada a percorrer longas distâncias para acesso a cuidados básicos, principalmente em regiões como o norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha”, disse. Para ele, é essencial que a saúde alcance todos os mineiros onde quer que estejam, em suas residências ou locais de trabalho. “Isto é justiça distributiva, respeito e dignidade”, completou.
Além dessas questões, Pacheco também elogiou os avanços na realização de transplantes de órgãos no Brasil. Ele anunciou que, em 2024, o país deverá alcançar a impressionante marca de mais de 30 mil procedimentos realizados, dos quais cerca de 85% ocorreram na rede pública. Este sucesso, segundo o senador, evidencia a capacidade do Brasil em oferecer atendimentos de alta complexidade através do sistema público de saúde, reforçando a importância desse modelo para a população. A necessidade de um SUS fortalecido é uma prioridade que se torna cada vez mais evidente diante dos desafios que a saúde pública enfrenta.





