O senador deixou claro que o papel da CAE é de primordial importância para garantir que não haja qualquer tipo de “blindagem” nas investigações. Segundo ele, o Senado não apenas solicitou informações — incluindo dados sigilosos — mas também criou um grupo de trabalho específico para acompanhar as apurações que envolvem a liquidação do Banco Master. Calheiros destacou que, embora tenha assinado o pedido de criação de uma comissão mista parlamentar de inquérito para investigar o caso, é importante entender a diferença entre essa comissão temporária e a função permanente da CAE no controle do sistema financeiro nacional.
“A fiscalização do sistema financeiro é uma atribuição contínua do Senado”, afirmou Renan, ao comparar as funções das CPIs, que são limitadas no tempo, à atuação permanente da CAE. Ele expressou apoio à maneira como a Polícia Federal está conduzindo a investigação, reconhecendo a complexidade do caso, que envolve potenciais irregularidades que se estendem por diversos setores do governo.
Durante a visita ao STF, o senador manifestou a intenção de avançar na coleta de depoimentos, começando pelo presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ele reiterou a importância de um diálogo produtivo entre os órgãos envolvidos, com o objetivo de apurar os dados e dar continuidade às investigações.
Renan ainda defendeu a necessidade de aprimoramento da legislação pertinente e ressaltou que a quebra de sigilos é um dos instrumentos legais que a CAE pode utilizar para obter informações cruciais. Ele e outros senadores, como Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal, mencionaram a importância de colher dados de várias fontes, incluindo o Banco Central e o Tribunal de Contas da União, para que as investigações sejam efetivas e que mudanças na legislação possam ser realizadas.
O senador Esperidião Amin, também presente, comentou sobre o impacto do sigilo excessivo nos processos investigativos, reforçando o apelo por maior transparência. “A democracia pede que haja clareza”, enfatizou, destacando a necessidade de evitar qualquer forma de blindagem em inquéritos que possam prejudicar a busca pela verdade.
Com essas atividades, o Senado se posiciona não apenas como um fiscalizador das instituições financeiras, mas também como um agente ativo no combate à corrupção, buscando a responsabilização e a punição dos envolvidos em irregularidades, com o objetivo de proteger a integridade do sistema financeiro brasileiro.
