De acordo com Alessandro Vieira, a medida é necessária para proteger os grupos mais vulneráveis, que são os mais prejudicados por esse tipo de atividade. Um levantamento do Banco Central revelou que, somente no mês passado, beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em bets por meio do sistema pix, o que evidencia a urgência de regulamentação nesse sentido.
O senador argumenta que muitas pessoas têm a ilusão de que os jogos de azar são uma forma de investimento, o que as leva a subestimar os riscos envolvidos. Para ele, é fundamental esclarecer que aposta não é investimento, e que o apelo comercial do enriquecimento rápido por meio das apostas pode ser mais sedutor para quem enfrenta dificuldades financeiras.
Ressaltando os impactos negativos do vício em jogos, Alessandro Vieira alerta para o desenvolvimento de comportamentos compulsivos que resultam em consequências devastadoras para a vida financeira e social dos indivíduos. O projeto de lei propõe limitações para os grupos mencionados, como limite de perdas, de transferências mensais e de valor mensal transferido em relação à renda declarada, além da possibilidade de proibição total de transações.
Diante do crescente número de pessoas afetadas por esse tipo de vício, a regulamentação proposta por Vieira visa proteger os mais vulneráveis e evitar agravar problemas financeiros e sociais decorrentes do jogo excessivo. A iniciativa do senador representa um importante passo na discussão sobre o impacto social das apostas online e na busca por soluções que protejam as camadas mais sensíveis da sociedade.






