O senador reafirmou que a intenção não é simplesmente reduzir a carga horária para que o trabalhador produza menos, mas sim criar condições que possibilitem um trabalho mais eficiente. “Estamos propondo trabalhar melhor para produzir mais”, declarou Paim, evidenciando que uma carga de 40 horas semanais poderia resultar em benefícios tangíveis como mais saúde, qualidade de vida, melhor convivência familiar e oportunidades de estudo.
Paim também trouxe à tona dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que mostram que, apesar de o Brasil ter uma carga horária superior ao de países como Alemanha, Dinamarca e Países Baixos, a produtividade por hora trabalhada ainda está aquém. Para ele, a adoção de uma jornada mais curta pode ser uma solução eficiente para mitigar problemas de saúde entre os trabalhadores.
O senador mencionou ainda estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que vinculam jornadas excessivas a um aumento no risco de doenças cardiovasculares e outras complicações de saúde. Essa relação é motivo de preocupação, especialmente diante do cenário de saúde pública que o Brasil enfrenta.
A proposta de emenda à Constituição (PEC 221/2019), que propõe a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, foi aprovada pela Câmara em maio e aguarda agora votação no Senado. Paim expressou esperança de que a matéria seja analisada e aprovada em agosto, após o recesso parlamentar, abraçando a expectativa de que essa transformação no ambiente de trabalho beneficie não apenas os trabalhadores, mas a sociedade como um todo.
