O senador recordou que em 2015 havia apresentado uma proposta semelhante, conhecida como PEC 148/2015, mas optou por apoiar a iniciativa aprovada pela Câmara, proposta pelo deputado Reginaldo Lopes, devido ao seu estágio mais avançado na tramitação legislativa. Essa decisão demonstra sua preocupação em garantir que a questão da jornada de trabalho seja discutida e que a nova legislação possa trazer avanços para os trabalhadores brasileiros.
Paim reconheceu que existem questionamentos válidos sobre as possíveis consequências da redução da carga horária, mas desafiou a percepção negativa. Para ele, a redução da jornada pode, na verdade, resultar em um aumento da produtividade. “Não estamos propondo trabalhar menos para produzir menos. Estamos propondo trabalhar menos para produzir mais. Estamos propondo trabalhar melhor para produzir muito mais”, afirmou, deixando claro seu otimismo quanto aos resultados que essa mudança pode trazer.
O senador também apresentou exemplos internacionais, citando a França, Chile, Alemanha, Holanda, Dinamarca e Islândia, onde já foram implementadas reduções na jornada de trabalho, com resultados positivos em produtividade, saúde e qualidade de vida. Paim trouxe à tona estudos e experiências empresariais que corroboram sua visão, argumentando que a mudança não apenas beneficia os trabalhadores, mas também gera um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.
Assim, ao reiterar a importância de debater e aprovar a PEC 221/2019, o senador Paulo Paim se coloca como um defensor fervoroso da melhoria das condições de trabalho no Brasil, apostando em um futuro onde a qualidade e a eficiência andem lado a lado com a redução da jornada de trabalho.




