Marcos Rogério apresentou dados preocupantes: Rondônia possui cerca de 6 mil quilômetros de rodovias estaduais, sendo que apenas 1,5 mil quilômetros estão pavimentados. Essa disparidade pode ser um entrave significativo para o escoamento da produção agrícola, resultando em custos extras para aqueles que dependem da atividade rural para se sustentar. O senador apontou que a falta de estradas adequadas limita o acesso a mercados e dificulta a competitividade dos produtos locais.
Ele argumentou que a visão equivocada de que aumentar impostos é a solução para melhorar a arrecadação do estado precisa ser repensada. Segundo o senador, a verdadeira receita para o crescimento econômico reside em investimentos na infraestrutura, especialmente em estados com forte vocação para o agronegócio, como Rondônia. “A infraestrutura é o pilar que sustenta o desenvolvimento econômico. Sem ela, não há como ampliar a geração de empregos e a arrecadação”, afirmou.
Além do problema das rodovias, o senador ressaltou a crítica que envolve a falta de capacidade de armazenamento de produtos. Esse fator prejudica diretamente todos os setores produtivos locais. Comentei sobre a insegurança que os produtores enfrentam na hora de escoar suas colheitas. Para ilustrar essa situação, ele lembrou que oftentimes a única forma de transporte é a carroceria do caminhão, que é utilizada como armazém improvisado. Isso se torna especialmente problemático para produtos como milho, soja e café, que precisam chegar ao mercado de forma eficiente e em boas condições.
O senador concluiu seu discurso ressaltando que a situação atual não é apenas um problema logístico, mas uma questão financeira, que gera perdas significativas para os produtores de Rondônia. É evidente que sem mudanças estratégicas na infraestrutura e na capacidade de armazenamento, o potencial econômico do estado continuará comprometido.
