SENADO FEDERAL – Senador Marcos Pontes defende criação de política nacional para prevenção de desastres climáticos e alerta sobre riscos do El Niño no Brasil.

Em um pronunciamento no Plenário do Senado, o senador Marcos Pontes (PL-SP), amplamente conhecido como o “Senador Astronauta”, enfatizou a urgência de fortalecer as políticas de prevenção e gerenciamento de riscos, especialmente diante das previsões de novos fenômenos climáticos extremos no Brasil. As declarações foram feitas na terça-feira (2) durante uma discussão que destacou as audiências públicas promovidas pelo Senado, as quais abordaram os potenciais impactos do fenômeno conhecido como El Niño em território nacional.

Pontes aproveitou a oportunidade para defender a aprovação de um projeto de lei de sua autoria, denominado PL 5.002/2023, que visa criar a Política Nacional de Gestão Integral de Risco de Desastres. Esse projeto prevê a implementação de um sistema nacional que integraria ações em gestão de riscos e uma base de informações para melhorar a resposta a desastres naturais. Para o senador, é fundamental que o país antecipe e adote medidas preventivas, uma vez que a reação somente após a ocorrência de desastres eleva os custos e dificulta a proteção das populações vulneráveis.

Durante sua fala, o senador ressaltou que a proposta foi elaborada em colaboração com especialistas que atuam na linha de frente do gerenciamento de riscos, incluindo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e a Defesa Civil. Ele argumentou que esta expertise é crucial para equipar os municípios na preparação para enfrentar crises climáticas, que, segundo ele, se tornarão cada vez mais frequentes e severas.

“É essencial que nossos municípios fiquem mais preparados para lidar com essas situações de emergência climática. As mudanças do clima não são apenas uma possibilidade remota; elas são uma realidade que já estamos enfrentando”, alertou Pontes, reforçando a necessidade de uma abordagem proativa e estruturada para mitigar os impactos adversos das catástrofes naturais.

A discussão sobre a gestão de riscos e a preparação para desastres se torna ainda mais relevante à medida que o Brasil, assim como outras partes do mundo, se vê confrontado com a crescente intensidade de eventos climáticos, tornando imperativa a busca por soluções eficazes e sustentáveis.

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