SENADO FEDERAL – Senador Lucas Barreto defende extinção da Renca para impulsionar exploração mineral e desenvolvimento econômico na Amazônia.

Na última terça-feira, o Plenário do Senado Federal recebeu uma defesa incisiva do senador Lucas Barreto, do PSD do Amapá, a respeito de sua proposta legislativa, o PL 3.101/2022. O projeto visa a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados, popularmente conhecida como Renca, que se estende entre os estados do Amapá e do Pará.

Durante sua fala, Barreto destacou que a região é rica em jazidas minerais, com a presença de cobre, fósforo, titânio e terras raras. De acordo com o senador, a exploração desses recursos apresenta uma oportunidade valiosa para alavancar o desenvolvimento econômico local, gerar novos postos de trabalho e diminuir a dependência do Brasil em relação a insumos importados.

O parlamentar enfatizou que o Brasil não deve negligenciar suas vastas riquezas minerais, cujo valor é estimado em mais de um trilhão de dólares. Barreto criticou o que denominou como um “paradoxo amazônico”, onde uma área com tanta riqueza natural ainda enfrenta altos índices de pobreza e um desenvolvimento econômico aquém do esperado, em grande parte devido às restrições que dificultam o aproveitamento desses recursos.

Além de discutir a extinção da reserva, o senador também abordou a importância de agregar valor à produção mineral por meio de investimentos em pesquisa e tecnologia. Segundo Barreto, não é suficiente apenas extrair os minerais; é necessário que essa exploração seja acompanhada de iniciativas que promovam o emprego, a geração de renda e o bem-estar social à população local.

Ele reforçou a necessidade de um investimento robusto em ciência, tecnologia e inovação para transformar essa riqueza mineral em benefícios tangíveis para a sociedade amazônica. A proposta de Barreto sugere que a exploração de recursos naturais possa, sim, coexistir com práticas que priorizem o desenvolvimento humano e social, criando assim um futuro mais próspero para a região.

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