Durante seu discurso, Seif destacou o caso do empresário Alcides Hahn, que foi condenado a uma pena de 14 anos de reclusão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Hahn, que facilitou o transporte de manifestantes ao tumultuado ato, é um dos muitos que têm enfrentado severas repercussões legais por sua atuação. Os advogados do empresário já sinalizaram a intenção de recorrer da decisão, levantando questões sobre a proporcionalidade das penas em casos semelhantes.
O senador discorreu ainda sobre a injustiça que ele percebe na condenação de um homem de 71 anos, argumentando que a punição imposta a Hahn é desproporcional, especialmente levando em conta seu papel como patrocinador de um ônibus que levou pessoas a Brasília. “Um catarinense de 71 anos de idade foi condenado a 14 anos de cadeia, em regime fechado, por ter passado um pix de R$ 500”, lamentou Seif, ao ressaltar que o empresário não atuou sozinho, mas sim em um contexto onde muitos outros estavam fazendo o mesmo, independentemente de suas orientações políticas.
Em sua análise, o senador não apenas criticou a dosimetria das penas, mas também defendeu uma alternativa mais abrangente: a anistia para todos os envolvidos nos incidentes de 8 de janeiro. Para ele, essa medida representaria um caminho mais justo, embora tenha reconhecido a dificuldade de sua implementação. Se não for possível avançar com a anistia, Seif reiterou a importância do Congresso se manifestar oficialmente sobre o veto à dosimetria, conduzindo uma discussão que pode impactar muitos outros condenados pelos atos ocorridos naquela data fatídica.
