Durante sua fala, Izalci apresentou um projeto de resolução que busca reestruturar a forma como essas comissões operam. O projeto, identificado como PRS 17/2026, pretende introduzir regras mais claras no Regimento Interno do Senado, criando um arcabouço jurídico que facilite a investigação de questões pertinentes ao uso de recursos públicos.
“O verdadeiro perdedor, quando uma CPI não é instaurada, é o cidadão”, afirmou Izalci, enfatizando que a população merece esclarecimentos sobre os fatos que envolvem o manejo do orçamento público. Ele lembrou que a inércia em investigar situações problemáticas não acarreta apenas um prejuízo institucional, mas, sobretudo, uma perda de confiança por parte dos eleitores em suas representações políticas.
O projeto de Izalci estabelece prazos específicos tanto para a análise dos pedidos de investigação quanto para a instalação propriamente dita das comissões. Além disso, inclui medidas para lidar com situações de omissão e o não cumprimento dos prazos, um aspecto que, segundo o senador, é crucial para garantir a eficiência e a transparência das investigações.
Essa proposta representa uma tentativa de fortalecer o papel das CPIs como instrumentos de fiscalização e accountability, destacando a relevância dessas comissões para assegurar o bom uso dos recursos públicos e a integridade dos responsáveis pela administração pública. O senador concluiu seu pronunciamento ressaltando a importância de um Congresso mais ágil e responsável, capaz de responder de forma eficaz às demandas da sociedade.
