SENADO FEDERAL – Senador Izalci Lucas defende anistia para Bolsonaro e critica decisão de Moraes sobre prisão preventiva em discurso no Plenário do Senado.

Na última terça-feira, 25 de outubro, o Plenário do Senado foi palco de um contundente pronunciamento do senador Izalci Lucas (PL-DF), que fez uma defesa enfática da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido. Em suas declarações, Izalci afirmou que é chegado o momento em que o Congresso deve atuar, colocando a discussão sobre a anistia em pauta.

A fala do senador surgiu em resposta à recente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou a prisão preventiva de Bolsonaro, até então sob regime de prisão domiciliar. Para Izalci, essa decisão foi não apenas arbitrária, mas também uma tentativa de barrar a participação do ex-presidente nas eleições de 2026. O senador criticou a situação em que Bolsonaro se encontra, destacando que já estava há mais de 100 dias em prisão domiciliar, sem acesso a redes sociais ou possibilidade de se comunicar com seus apoiadores.

Durante o discurso, Izalci enfatizou que a decisão de Moraes chamava a atenção por sua fundamentação. O ministro, em sua justificativa, utilizou um vídeo do senador Flávio Bolsonaro, em que convocava a população para um ato religioso pacífico, como um dos motivos para a medida. Segundo Izalci, a decisão de atribuir tal ato a uma tentativa de formação de uma organização criminosa é um sinal de sobrecarga judicial.

Ademais, informações revelaram que, recentemente, Bolsonaro tentou remover sua tornozeleira eletrônica, situação que também foi mencionada na decisão do STF. Diante desse cenário, o senador reiterou a urgência em discutir a anistia no Congresso. Ele convocou seus pares a votarem pela anistia ampla e irrestrita, ressaltando que essa medida seria essencial para a manutenção do Estado Democrático de Direito no Brasil.

Izalci concluiu suas considerações destacando a importância da anistia como um mecanismo para reverter decisões que, segundo ele, foram tomadas sob uma narrativa de um suposto golpe de Estado. A proposta de anistia, portanto, se apresenta não apenas como um ato de clemência, mas como um passo em direção à harmonização política e social no país.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo