O senador fez questão de lembrar que apresentou um total de 324 requerimentos de quebra de sigilo, dos quais 122 foram aprovados. Ele destacou que muitos pedidos foram pacificados devido à atuação da base governista, que, segundo ele, protegeu certos interesses no processo investigativo. Izalci chamou a atenção para as falhas nos acordos de cooperação técnica que foram firmados entre o INSS e as entidades autorizadas a realizar os descontos diretamente na folha de pagamento dos beneficiários.
Além disso, o senador criticou a decisão de usar recursos do Orçamento da União para ressarcir as vítimas dos desvios. Para ele, o correto seria que as entidades responsáveis pelos problemas financeiros arcassem com os custos das devoluções. Ele também fez menção a números significativos, indicando que mais de R$ 3,2 bilhões já teriam sido restituídos aos beneficiários, mas ressaltou que ainda existem uma quantidade considerável de contestações pendentes.
“Tem muito mais gente que ainda não recebeu. Foram 6,6 milhões de contestações. Faltou mais de R$ 1,85 bilhão para devolver”, alertou Izalci, evidenciando a complexidade da situação e a necessidade de uma resposta mais ágil e eficiente. O pronunciamento do senador reflete uma preocupação crescente sobre a transparência nas ações governamentais e a importância de se responsabilizar aqueles que contribuíram para as irregularidades constatadas.
